Guia para Coloração de Acróporas e outros SPS's??

Diego Carbonari

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19 April 2017
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#1
Pessoal,

Abri este tópico para servir como troca de informações a talvez até tentar se tornar um guia para o desenvolvimento específico de cada cor nas acróporas e outros SPS's.

Recentemente, estudando um pouco mais a fundo a respeito dos fatores "colaterais" aos parâmetros básicos como Nitrato e Fostato, níveis ideais e estáveis de carbonatos disponíveis na água, iluminação adequada, circulação etc que fazem as acróporas e outros sps's se desenvolverem melhor e colorirem de forma mais vibrante me deparei com um guia na reef builders que me instigou o raciocínio: será que funciona dessa forma? Dosar alguns elementos e observar o resultado do coral, mantendo o restante dos parâmetros constantes, o máximo estáveis possíveis?

O link para o artigo está abaixo

https://reefbuilders.com/2008/09/03/guide-of-sps-coral-coloration-make-them-more-vivid-bright/#

Nele, o autor descreve, separando por cor, o que cada elemento e parâmetro interferem e como atingir estas cores nestes SPS's.

No caso da cor Amarela, diz que é a mais fácil, simplesmente reduzindo o nível de nitrato e fosfato da água. Diz que é a primeira cor a se atingir em uma acropora, que após manter esta cor durante muitos meses, estará preparado para as próximas cores. Mas não diz nada por exemplo abaixo de quais níveis de PO4 e NO3 essas cores começam a se desenvolver melhor, nem se manteve a um PAR específico e fixo todos os corais deste artigo.

Bom dito isso, comprei há uns 3 meses atrás uma acrópora amarela, que veio esverdeada, mas com pontas amarelas. Desde então venho tentando fazer-la ficar mais vibrante e realmente saber se é amarela ou não!! kkkk Não mudei de local, e meus parâmetros variam PO4: 0,00 a 0,04 e NO3: 0 a 3 desde então. Percebi que recentemente ela começou a crescer mais e no crescimento está ficando mais amarelada, mas a base ainda continua esverdeada. Mantenho ela em um PAR de 200 a 220 aproximadamente. Mas o que realmente desenvolve mais a cor amarela nas acróporas? São os níveis de Nitrato e Fosfato mesmo? Alguém tem algum relato ou estudo a respeito?

Partindo apra a próxima cor, a Verde, o artigo diz que está relacionada a fonte de ferro nos elementos traço da água. Que dosando ferro você desenvolve a cor verde no coral, e que é preciso cuidado, pois as algas se alimentam de ferro também o que pode acelerar seu desenvolvimento.

Pois bem, sempre tive muitos corais verdes e acho que muitos têm. No caso de sps's, tenho montíporas e uma acropora table que comprei sem nome específico, que sempre foi bem verde e nunca mudou de cor, nem no crescimento, nem quando estava bem alta no layout antigo. Vejo que a intensidade da cor deste coral não varia muito e na verdade do restante dos SPS's verdes que mantenho no reef, estão com as cores vibrantes ao meu ver, exceto uma montipora capricórnio que está baixa propositadamente no layout, e quando estava alta, consequentemente estava com um verde mais claro e intenso. Uma youngei que adquiri há uns 3 meses atrás está vívida, com um verde bem metálico. E agora o principal: Não doso ferro e nunca dosei. pelo menos não especificamente com um produto que contenha apenas ferro com este intuito. Pergunto: a dosagem do ferro é necessária ou crucial para o desenvolvimento desta cor especificamente nos SPS's?

Falando agora de Azuis e alguns Roxos, como descreve o autor do artigo da minha referência, Ele comenta que solução de Lugol, iodeto de potássio concentrado (acho que traduzi certo!). Ele comenta, inclusive já quando fala nos verdes, que o parâmetro da dosagem dos produtos é o coral amarelo. Ou seja, como se fosse um boi de piranha, se a acropora amarela começar a ficar verde, ele para de dosar, no caso do verde, para de dosar ferro e no caso dos azuis e alguns roxos, para com o suplemento acima. Achei um método intuitivo e subjetivo demais, mas o que o Iodeto de potássio faz com os amarelos? e o que o ferro faz com eles também? Se no caso dos amarelos a interferência maior é do nível de nutrientes (NO3 e PO4)?

Falando sobre os meus corais com estas cores, vejo os roxos da pocilophora e da stylophora sempre bem escuros, recentemente adquiri algumas mudas de corais azuis (hechinata fire ice, tortuosas). Percebo, na mais antiga muda, que a cor foi intensificada na medida que o coral foi se aclimatando ao aquário. Percebo que isso acontece com a maioria das mudas que adquiro. leva um bom tempo, praticamente um mês ou mais para notar algum sinal de crescimento ou abertura plena de pólipos. No caso das cores também. Eu dosava até semana passada um sistema da Aquaforest que continha elementos traço, continha carbonatos, metais pesados como cobre para justamente promover o crescimento e desenvolver melhor a coloração. Mas, novamente, se o amarelo é a base e a nota de corte para esta matéria, no meu caso, está sendo o contrário. vejo a muda de acrópora amarela esverdeada, as azuis com um intenso interessante, as verdes bem verdes, as roxas com potencial de serem mais claras, mas a cor em si está lá, o que acho que falta é luz. Bom, mas como sou bem inexperiente neste caso cromático específico ainda, então é uma percepção intuitiva, até porque é bem difícil ver os resultados práticos os produtos destes sistemas de suplementação destas grandes marcas.

Vermelhos e alguns roxos (com falam no artigo). Neste caso artigo fala que dosando potássio, ou o potássio é o elemento que dá cor vermelha e "alguns roxos" nos SPS's. Fala também que se usar um bom sal com níveis de elementos traço aceitáveis, não "deveria"precisar dosar potássio. Mas também não fala em parâmetros aceitáveis deste elemento. O que achei interessante foi a relação entre o estado do coral e a ausência ou excesso de potássio. Ausência de potássio, segundo ele, leva a uma coloração "lavada" nas montíporas e uma coloração acinzentada. outro indicador, nas Pocilophoras e stylophoras, é o efeito de retração dos pólipos e os mesmos estão bem claros. No caso das acroporas, a falta de potássio levaria a uma cor pálida e em situação crítica perda de tecido, principalmente na base. Uma overdose causaria queima das pontas e sem pólipos. E há um aviso para não se confundir entre a ponta de crescimento com a ponta queimada.

Bom, analisando o meu caso e a minha experiência, recentemente comprei um teste de potássio, que dizia no próprio teste que um nível ideal seria por volta de 440. Era o que estava marcando o meu teste. No aquário realmente não vejo sintomas nem de falta de potássio nem de excesso. Nunca dosei também especificamente este elemento. Vejo no caso de uma cap que está baixa junto com uma vede, que o vermelho está mais escuro, mas por conta da iluminação. Já a setosa mais alta, está com um vermelho bem mais vivo, uma outra digitata está com um vermelho bem vivo também.

O desafio no caso de alguns roxos, que não consegui identificar quais, e acho que o autor fala em alguns roxos no caso do azul e no caso do vermelho por serem cores secundárias formadas pelas primárias azul e vermelho com algo de amarelo e verde também na composição. Para mim faz sentido a ordem da descrição das cores, pois se o amarelo seria a primeira, e o verde a segunda, e nos roxos você tem a interferência dessas cores, deveriam estar equilibrados. Portanto, por exemplo, no meu caso, como o amarelo não consegui desenvolver ainda, penso que os roxos de alguns corais ainda podem ser melhorados, mas não pelos azuis dos corais azuis. será?

Bom, a ultima cor que o autor descreve neste artigo é justamente o Roxo. Não esmiuça quais roxos ele quer dizer, mas começa falando que água cristalina, ou seja, a "claridade"da água proporciona um roxo melhor.

Minha dúvida e uma confusão a respeito é: se deixo a água mais Cristina, passa mais luz, com isso os espectros de luz penetram melhor e com isso consigo proporcionar cores melhores para os corais, e neste caso o roxo será também beneficiado? faz sentido?

E na sequência fala da luz, que os roxos se desenvolvem melhor com luzes azuis actínicas com espectro de 420 a 440nm (cita o exemplo da ATI blue+ e da Geissman actínic).

Em terceiro lugar, comenta que os suplementos como Iodine e Potássio são ótimos para os roxos, ou seja, desde que os amarelos estejam amarelos, os verdes, verdes, os azuis azuis, e os vermelhos, vermelhos, os roxos também estarão??

São dúvidas e talvez algumas críticas que levantei lendo este artigo que achei interessante. Ficam as dúvidas e perguntas, conseguimos desenvolver cores individualmente fixando outros parâmetros? Se é que conseguimos "fixar"algum parâmetro em aquário marinho? Existe mesmo como criar um guia específico para desenvolvimento de cada cor nas acróporas? Ou como desenvolver melhor as cores de alguns corais que queremos simplesmente analisando e dosando especificamente alguns elementos?
 

Diego Carbonari

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#3
Neste gráfico abaixo, tirado do artigo acima da advanced aquarist, mostra o PAR de aquários os quais as acroporas laranjas se desenvolveram melhor é bem maior. Como o laranja contém vermelho e amarelo, e o vermelho se desenvolve em PAR menor, conforme o gráfico, deduzo que a causa de uma das minhas acroporas amarelas não estarem amarelas seria pela intensidade de luz. Mas é uma conclusão ainda precipitada e dedutiva. Vale ressaltar que estas medidas foram feitas em aquários com HQI's e T5. Continuando a estudar, achei diversos artigos falando de colocação de corais, tópicos em fóruns também, vou estudando e postando aqui.

Captura de Tela 2020-01-15 às 13.18.26.png
 


Diego Carbonari

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#4
Continuando os estudos dos artigos e tópicos que estou lendo.

Neste outro Gráfico abaixo o artigo comenta sobre a proteína DSRed responsável pelo pigmento vermelho e laranja nas acroporas. Os metais pesados têm efeito de intensificar ou "extinguir" (essa foi a tradução de quenching que achei) esta coloração do coral. O ferro, manganês e cromo aumentam levemente estas cores, enquanto que o cobre principalmente, além do nickel e cobalto, leva ao quenching, ou extinção da proteína que carrega o pigmento DSRed nas acroporas. Comenta também que uma variação pequena destes metais pode causar um dano grande no aquário. Ou seja, é no mínimo perigoso dosar qualquer quantidade destes metais, sem acompanhar de forma segura com testes e também saber quem mais se beneficia destes elementos. Comenta também que nos sais sintéticos

Captura de Tela 2020-01-15 às 14.28.32.png

As proteínas que geram os pigmentos coloridos servem de proteção para os efeitos de subprodutos da fotossíntese das zooxantelas, principalmente o peróxido de hidrogênio (H2O2). Pelo artigo e estudos, estas proteínas são produzidas e intensificadas não somente a altas intensidades de PAR, mas também a PAR próximo de 200 como no outro gráfico. Portanto, ele conclui também que existem acroporas que não são necessariamente amantes de altas luzes e que outros fatores também podem contribuir para intensificar a produção destas proteínas pelos corais. Um dos estudos verificou que altas temperaturas, acima de 30 graus por um curto tempo podem levar os corais a mudança de cor, por estimular a fabricação de proteínas pigmentadas diferentes. NO mínimo curioso. Por este motivo muitas vezes vemos alguns corais que chegam de importação com uma coloração e por diversos fatores, principalmente adaptação ao cativeiro com uma água diferente, um fotoperíodo e espectros diferentes, circulação diferentes e abundância de nutrientes, elementos traço e comida diferentes, o que pode levar a mudança na coloração pelo estímulo ou a falta de estímulo na produção das proteínas pigmentadas que ele explica neste artigo.
 

Diego Carbonari

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#5
Outro artigo bem interessante que li (https://www.advancedaquarist.com/blog/the-genetic-basis-for-sps-colors) comenta uma descoberta interessante feita por cientistas da Universidade de Southhampton. Eles descobriram que o coral não usa apenas um único gene para desenvolver os pigmentos que geram as cores, mas múltiplas cópias do mesmo gene. Dependendo da quantidade de genes que estiverem ativos o coral será mais ou menos colorido, isso da mesma espécie. Ou seja, duas mudas de uma mesma espécie de acropora, sob as mesmas condições, podem ser diferentes por uma ser geneticamente mais desenvolvida que outra.loudly-crying-faceloudly-crying-faceloudly-crying-faceloudly-crying-face

Todo esforço e estudo e leitura até agora foram pro brejo??? kkkkkkk....simplesmente as mudas que tenho de corais que não estão na suas cores identificadas podem não colorir da forma que imagino??? Sim, é isso!!

Penso então, que além de todos os esforços para tentar colorir os corais e manter sua cor, vale a escolha minuciosa da muda que iremos adquirir. Até agora comprei alguns corais, principalmente mudas de acropora, mesmo sem muita cor, acreditando que por estarem nas baterias das lojas, com outros corais e em condições não ideais, sofreram alguma mudança de cor ou simplesmente perderam sua cor, mas que mesmo assim existia um potencial para, se cuidado de forma correta, nas condições corretas, vir a desenvolver a cor de referência daquela espécie. Neste caso, sabendo deste detalhe genético, isso vira uma roleta russa!

Por este motivo então que talvez a compra de alguns corais não em lojas, mas de aquatintas que estão focados no desenvolvimento daquele coral específico seja uma opção melhor pois verá realmente se aquele indivíduo que foi retirado um dia de uma colônia trouxe essa assinatura adaptativa genética para desenvolver melhor as cores, sem contar que baterias específicas para cuidados especiais de alguns corais mais exigentes, como os sps's e em especial as acroporas, podem valorizar ainda mais o coral por salientar seu diferencial genético, que agora sabemos que existe no desenvolvimento das cores.

Ainda neste artigo, interessante a explicação para a simbiose entre o coral e a alga que vive no seu tecido (deduzo que ele está considerando a zooxantela uma alga). Os pigmentos fluorescentes que são responsáveis pelas cores nos corais servem como filtros solares para estas algas. Estas precisam de luz para produzirem açucares que podem contribuir para a nutrição dos corais em troca de abrigo e o fornecimento de nutrientes pelo hospedeiro (a alga, que no caso é a zooxantela).

Ainda continua falando que a intensidade dessa luz se ultrapassar um nível que é perigoso para esta alga, pode fazer esta parceria terminar e as zooxantelas serem expulsas do coral, fazendo o coral ficar branco, o que ocasionalmente, se não retomada esta simbiose, o coral morre.

Eles explicam também que o coral não consegue me mover pois está preso ao substrato/pedras, etc. então ele tem que desenvolver a capacidade de lidar com a situação de alta intensidade de luz solar em alguns momentos. São nestas situações que são fabricados mais pigmentos coloridos que funcionam como filtros solares. E por isso alguns corais são mais coloridos se colocados em intensidades de luz maiores ou os que estão acima na colônia ficam mais brilhantes. Porém isso vem com um custo. Eles gastam mais energia fazendo isso, que precisam dividir com outros processos como crescimento e subdivisões.

O Dr.Wiedenmann cientista chefe da pesquisa diz "A estrutura genética fornecida pela variação do número de cópias de genes garante que alguns indivíduos dentro de uma população de corais possam se proteger muito bem, provavelmente sobreviverão melhor em ambientes estressantes. Outros são menos protegidos, mas podem investir sua energia em processos que possam ajudá-los a ter sucesso em habitats com menos estresse ocasionado pela luz. O polimorfismo de cores resultante aumenta o potencial das espécies de corais para estender sua faixa de distribuição ao longo dos gradientes de luz acentuados dos recifes de coral e habitar mais nichos ecológicos."

O que entendo com isso? Li, reli, reli e o que entendi foi que os indivíduos de uma colônia que estão mais protegidos da luz, mais embaixo na colônia provavelmente sobreviverão melhor em ambientes estressantes, mas os que não estão protegidos da luz, que estão mais sucetíveis a luz solar podem canalizar suas energias a outros processos que vão ajuda-los a ter sucesso em ambientes sem muito estresse pela alta intensidade de luz. No final, tanto os de baixo quanto os de cima podem se adaptar mas os de cima desenvolvem melhor as cores por já estarem com os processos genéticos adaptados aquela situação.

Ou seja, se for pedir pra picar a colônia pra você comprar um pedaço, pode escolher em ter uma parte que foi exposta a luz direta que terá uma adaptação maior ao estresse de luz e provavelmente desenvolverá melhor as cores ou uma parte mais interna e protegida que provavelmente aguentará mais variações do aquário. Pelo menos foi isso que entendi!
 

Diego Carbonari

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#7
Continuando os estudos a respeito da coloração das acroporas, neste outro artigo ( https://www.advancedaquarist.com/blog/increased-growth-responsible-for-color-changes-in-coral-reefs) a mesma equipe do Dr. Dr Joerg Wiedenmann da Universidade de Southampton descobriu uma associação entre as mudanças de cor nas pontas de algumas colônias de acroporas do Red Sea, Fiji e Golfo Pérsico/Arábico com uma defesa imunológica contra doenças, estresse e machucados. Muito interessante!

"Descobrimos que o aumento do crescimento é o processo fisiológico subjacente da 'síndrome da mancha azul/rosa' ', uma mudança de cor ligada, por exemplo, ao ferimento dos corais do Mar Vermelho. Também descobrimos um forte aumento da fluorescência vermelha nas margens de crescimento na presença de gastrópodes e vermes tubulares. ”

Ou seja, de certa forma, pode-se indicar tanto o retardo de crescimento como algum sinal de estresse, quanto a aceleração do crescimento e a mudança de cor das pontas, principalmente pela síndrome da mancha azul/rosa, pode indicar algo que esteja fazendo com que o coral reaja. Algum estresse ou aumento da população de vermes, temperatura, nutrientes.
 

Diego Carbonari

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#8
Neste tópico do Reef Central, achei interessante o resumo de dicas que levam ao sucesso com SPS's segundo este aquarista:

http://reefcentral.com/forums/showthread.php?t=2468324

Great skimmer: Get something a little oversized and drawing a lot of air, get too small and you're stuck, a little too big and efficient and you can feed a little more and be in good shape.

Um skimmer super dimensionado com uma bomba que puxe muito ar para que possa alimentar um pouco mais e ter em contra partida a retirada do excesso de nutrientes.

Great flow: Random and strong flow while being careful to not batter the corals

Circulação aleatória e forte, tomando cuidado para não incomodar os corais. (Como perceber isso? pólipos retraídos? Resposta de cada coral?)

Great lighting: For Acros I still think the only options are T5 and/or MH if coral color is your priority

Para acroporas, melhor as T5 e Halógenas de metal. (Mas vejo que hoje em dia temos muitos resultados positivos com LEDs ou a mistura de LEDS com T5)

Keep a fish in your tank fish and feed them well: I really notice my colors pale up when I'm not feeding my fish a good amount regularly. Finding that balance with a big skimmer is important.

Mantenha peixe no aquário e alimento-o bem! Ele percebeu que não alimentando os peixes as cores ficaram pálidas, encontrando o balanço entre a alimentação e o skimmer é a chave segundo este post. (Penso que analisando os parâmetros com relação aos nutrientes e considerando também outros fatores como como rotinas de TPA para reposição de elementos se complementa a isso no que estudei até agora.)


Export: Keep phosphates as needed without driving them too low, and keep nitrates detectable. In my experience things start to lose a little color once I start going beyond .1 on my Hanna phosphate meter.

Exporte os nutrientes, mas não deixem eles zerar, deixe-os detectáveis. Na experiência deste forista, perdeu-se cor quando o fosfato estava acima de 0.1. (Acho que a estabilidade média dos nutrientes aqui pode ser a chave, ou seja, o ciclo alimentação, geração de nutrientes, exportação mantendo os nutrientes abaixo e constantes para que a adaptação do coral seja melhor. Agora existem as respostas ao estresse, como vi nos artigos que li até agora, ou seja, o coral pode responder a alguns momentos de estresse mudando a cor ou acelerando o crescimento, de toda a forma, a minha experiência com uma das acroporas que tenho há mais de 1 ano é que em ambiente com intensidade de luz maior, mas com nutrientes altos (fosfato acima de 0,5 e nitrato em 10) o crescimento foi bem lento, mas a cor, por conta de estar mais acima no layout antigo, estava vívida. ando baixei os nutrientes e reposicionei o coral para uma altura menor, as cores não mudaram tanto, mas o crescimento acelerou)


A keen eye: This is about the most important thing in my opinion. Learning to spot when a coral doesn't look quite right and identifying the possible factors as to why before it continues to go downhill is when you can become truly successful in the hobby.

Olho afiado!! Aprender a determinar quando um coral não parece bem e indetificar possíveis fatores que levaram a isso antes que continue a definhar. Isso é fundamental para ter sucesso no Hobby.

Alguns pontos servem como dicas para o aquário como um todo. Ter um skimmer superdimensionado, boa iluminação, saber exportar nutrientes, manter seus peixes saudáveis e desenvolver um feeling e um olhar aguçado apra detectar possíveis mudanças de comportamento geral são fatores cruciais para o sucesso. Mas isso, mesmo lendo e entendendo, alguns destes pontos somente desenvolvemos na prática, vivenciando a rotina do aquário e o saber lidar com situações de emergência ou adversidades. Planejamento e empenho são fundamentais.

Ainda este post comentam sobre os parâmetros ideais para a manutenção de SPS's:

KH: 7 - 9 dkh
Ca: 410 - 440 ppm
Mg: 1300 - 1400 ppm
K: 390 - 400 ppm
NO3: 5 ppm
PO4: 0.03 ppm


Neste outro site, TIDAL GARDEN, achei um artigo bem completo incluindo VÍDEOS BEM COMPLETOS a respeito de todos os fatores que precisamos saber para manter acroporas, e algumas dicas importantes.

https://www.tidalgardens.com/blog/acropora-coral-care/
 

Diego Carbonari

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#9
Estudando um pouco mais alguns artigos mais científicos me deparei com algo muito interessante: a fotoconversão. Já tinha visto em outros artigos mencionando que em determinados comprimentos de onda algumas proteínas que geram os pigmentos são "despertadas" mudando a cor do coral, basicamente.

Este artigo explora um pouco mais isso https://www.advancedaquarist.com/2009/2/aafeature1

E vai além quando também observa uma fotoconversão em ricórdeas florida que pode ocorrer sem a "excitação" causada por um determinado comprimento de onda e sim por uma oxidação química, mas precisamente pela substituição de 3 aminoácidos que são blocos formadores das proteínas. Ou seja, mesmo na sombra, algumas conversões de cor podem ser observadas. e mais ainda, os aminoácidos também fazem um papel importante na a coloração dos corais por serem blocos formadores das proteínas pigmentadoras.

Também se observou que o mais comum de acontecer é a proteína GFP (green fluorescente protein) se transformar em proteínas do grupo KAEDE que são laranjas. E os corais mais documentados que conseguem fazer essa conversão, dentre outros são Catalaphyllia, Favia, Lobophyllia, Montastraea, Mycedium, Trachyphyllia.

A luz azul é a que teve maior eficácia na produção de proteínas fluorescentes. A vermelha a que menos foi eficaz.

Na prática, vemos estas fotoconversões acontecerem nos nossos aquários. Alguns animais, dependendo da intensidade de luz, do comprimento de onda que eles são expostos e das reações químicas que estão acontecendo no aquário, podem simplesmente despertar algumas proteínas emissoras de outros pigmentos fluorescentes. Nestes artigos, eles determinam exatamente quais e em quais espectros com o uso específico de alguns equipamentos.
 

Eduardo Dias

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#10
Estudando um pouco mais alguns artigos mais científicos me deparei com algo muito interessante: a fotoconversão. Já tinha visto em outros artigos mencionando que em determinados comprimentos de onda algumas proteínas que geram os pigmentos são "despertadas" mudando a cor do coral, basicamente.

Este artigo explora um pouco mais isso https://www.advancedaquarist.com/2009/2/aafeature1

E vai além quando também observa uma fotoconversão em ricórdeas florida que pode ocorrer sem a "excitação" causada por um determinado comprimento de onda e sim por uma oxidação química, mas precisamente pela substituição de 3 aminoácidos que são blocos formadores das proteínas. Ou seja, mesmo na sombra, algumas conversões de cor podem ser observadas. e mais ainda, os aminoácidos também fazem um papel importante na a coloração dos corais por serem blocos formadores das proteínas pigmentadoras.

Também se observou que o mais comum de acontecer é a proteína GFP (green fluorescente protein) se transformar em proteínas do grupo KAEDE que são laranjas. E os corais mais documentados que conseguem fazer essa conversão, dentre outros são Catalaphyllia, Favia, Lobophyllia, Montastraea, Mycedium, Trachyphyllia.

A luz azul é a que teve maior eficácia na produção de proteínas fluorescentes. A vermelha a que menos foi eficaz.

Na prática, vemos estas fotoconversões acontecerem nos nossos aquários. Alguns animais, dependendo da intensidade de luz, do comprimento de onda que eles são expostos e das reações químicas que estão acontecendo no aquário, podem simplesmente despertar algumas proteínas emissoras de outros pigmentos fluorescentes. Nestes artigos, eles determinam exatamente quais e em quais espectros com o uso específico de alguns equipamentos.
Pois é! Luz forte, azul, violeta e UV não são achismo ou suposições.

Vermelho e verde pouco ou nenhum efeito têm na conversão.

Muito bom
 

Alex Costa

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#11
Recentemente, estudando um pouco mais a fundo a respeito dos fatores "colaterais" aos parâmetros básicos como Nitrato e Fostato, níveis ideais e estáveis de carbonatos disponíveis na água, iluminação adequada, circulação etc que fazem as acróporas e outros sps's se desenvolverem melhor e colorirem de forma mais vibrante me deparei com um guia na reef builders que me instigou o raciocínio: será que funciona dessa forma? Dosar alguns elementos e observar o resultado do coral, mantendo o restante dos parâmetros constantes, o máximo estáveis possíveis?

O link para o artigo está abaixo

https://reefbuilders.com/2008/09/03/guide-of-sps-coral-coloration-make-them-more-vivid-bright/#

Nele, o autor descreve, separando por cor, o que cada elemento e parâmetro interferem e como atingir estas cores nestes SPS's.

Eu li esse artigo uns anos atrás e já tive a chance de dosar praticamente de tudo no que diz respeito a elementos-traço e suplementos.
Na minha experiência, funciona.
No entanto é preciso tomar um cuidado: eles podem melhorar a coloração de corais que já estão coloridos. E só.
Esperar que você vai dosar potássio e aquele coral marrom vai ficar azul é perda de tempo e, pior, bastante arriscado.
Arriscado pois a maioria destes elementos não possuem testes confiáveis para efetuar a medição dos níveis e uma dosagem excessiva pode ocasionar desde o surgimento de algas até a morte indiscriminada de corais.

Outro problema é que se houvesse realmente uma forma de se desenvolver um guia de como se obter sps coloridos, seria fácil e qualquer um teria um tanque cheio de acróporas lindíssimas.
Na prática o buraco é beeeem mais embaixo.
Acho válido conhecer um pouco mais a fundo o mecanismo de coloração dos corais, mas algumas coisas são bastante subjetivas e chegar a um bom resultado num tanque onde tentamos ter corais de 20 cores diferentes vindos dos 4 cantos do mundo é bem complicado.
 

Diego Carbonari

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#12
mas algumas coisas são bastante subjetivas
E isso pra mim é que faz o hobby ser desafiador e muito legal!! Até porque estamos lidando com um ecossistema complexo. Mas achei interessante ler sobre alguns detalhes que não sabia e outros, como a cor amarela, que esse artigo mais geral falava a respeito da facilidade em se obter essa cor, e no outro artigo mais científico, o desenvolvimento desta cor se dá em intensidades de luz muito maiores do que imaginava. Ou seja, não é tão simples assim. Peguei uma spatulata amarela recentemente e tenho uma tenuis que veio verde, com pontas amarelas, e o vendedor me falou que ela ia amarelar com o tempo se colocada em condições ideiais. A spatulata está amarela ainda, mas a tenuis, só as pontas. Essa cor me parece mais desafiadora do que outras, ou é uma característica do coral, enfim.

a maioria destes elementos não possuem testes confiáveis para efetuar a medição dos níveis
E existem produtos, como o flatworm stop, que contém iodo, mas não descrevem isso na composição, e por conta da percepção da dosagem deste produto ter "melhorado" a cor das acroporas, o pessoal divulga como sendo benéfico! Mas, iodo é perigoso em altas concentrações, mata peixes. Dosar iodine sempre foi uma orientação que me deram, e no começo fazia sem testar. Depois que fiquei sabendo de relatos de morte de peixes por conta disso, comecei a testar iodo na água.
Alguns produtos contém cobre na composição também com o intuito de expulsar as zooxantelas e evidenciar mais as cores dos corais, enfim, com certeza esse pinga pinga que vemos hoje em dia deve ser no mínimo bem monitorado. Mas entender de forma um pouco mais profunda qual o papel de cada elemento é interessante pra mim.

seria fácil e qualquer um teria um tanque cheio de acróporas lindíssimas.
Por isso o ponto de interrogação do tópico! Principalmente pelo primeiro artigo que li, que tinha esse título! Mas na verdade a minha intenção é tentar reunir o máximo de informações para no mínimo servirem de complemento ao que já sabemos que precisamos para manter SPS's e acroporas. Interessante também a questão das diferenças genéticas dentro de uma mesma espécie. Ou seja, achar que vai comprar um coral e vai colorir como o da referencia da internet ou do aquário do seu amigo, ou porque o lojista falou, pode não ser verdade, ou até pode não acontecer pelo que li. Isso por si só já me fez ser mais seletivo na compra de corais daqui pra frente.

Na minha experiência, funciona.
Se puder contar um pouco mais sobre isso. Sei que já dosou ferro, e potássio. Comprei recentemente um teste de potássio, medi e está no níveis recomendados, sem a necessidade de dosar. Ferro, comprei um teste, pois tenho macro algas que podem estar consumindo. Mesmo assim, estou começando a concluir que talvez seja melhor aumentar o número de TPA's com menor volume para repor estes microelementos e tentar manter o sistema o mais estável possível, controlando nutrientes.
Eu estava dosando um monte de coisas aqui até a ostreopsis aparecer. Parei com tudo, e estou estudando um pouco mais neste período para entender o que realmente preciso ou não preciso dosar, se é que preciso dosar algo! rsrsrs
Principalmente neste momento do mercado de aquarismo que me assusto com muitos produtos disponíveis de diversas marcas, com métodos distintos e promessas...muitas promessas!!!
 

Alex Costa

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#13
Se puder contar um pouco mais sobre isso. Sei que já dosou ferro, e potássio.
https://reefclub.net.br/index.php?threads/rebirth.4501/post-80856

Daqui prá frente no meu tópico eu comento bastante a respeito de dosagem, testes e coloco rotinas de dosagem.


Ferro, comprei um teste, pois tenho macro algas que podem estar consumindo.
Eu nunca testei ferro.....e já li que so testes que existem não são confiáveis.......como os testes de iodo.
 

Alex Costa

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#14
Penso então, que além de todos os esforços para tentar colorir os corais e manter sua cor, vale a escolha minuciosa da muda que iremos adquirir. Até agora comprei alguns corais, principalmente mudas de acropora, mesmo sem muita cor, acreditando que por estarem nas baterias das lojas, com outros corais e em condições não ideais, sofreram alguma mudança de cor ou simplesmente perderam sua cor, mas que mesmo assim existia um potencial para, se cuidado de forma correta, nas condições corretas, vir a desenvolver a cor de referência daquela espécie. Neste caso, sabendo deste detalhe genético, isso vira uma roleta russa!
Não sei se dá prá usar isso como critério.
Eu já comprei mudas super coloridas que aqui ficaram sem graça.......
E já comprei coral marrom....que aqui ficou lindo.

Acho que quando você compra uma muda já colorida a grande vantagem é já saber do potencial daquele coral.
Esperar que ele mantenha o colorido no seu tanque, que é diferente do tanque de onde ele veio, é a maior fonte de frustração prá quem mantem sps.....rsrsrsrsrs
 

Alex Costa

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#15
Great skimmer: Get something a little oversized and drawing a lot of air, get too small and you're stuck, a little too big and efficient and you can feed a little more and be in good shape.

Um skimmer super dimensionado com uma bomba que puxe muito ar para que possa alimentar um pouco mais e ter em contra partida a retirada do excesso de nutrientes.

Great flow: Random and strong flow while being careful to not batter the corals

Circulação aleatória e forte, tomando cuidado para não incomodar os corais. (Como perceber isso? pólipos retraídos? Resposta de cada coral?)

Great lighting: For Acros I still think the only options are T5 and/or MH if coral color is your priority

Para acroporas, melhor as T5 e Halógenas de metal. (Mas vejo que hoje em dia temos muitos resultados positivos com LEDs ou a mistura de LEDS com T5)
Eu acho que isso é o princípio de tudo......
Se faltar algum destes ítens, pode esquecer......

PS.: T5 HQI são a única opção? Oi???????????????????????????????????? rsrsrsrsrsrs


Eu acrescentaria:

Um ótimo sistema de filtragem de água RO+DI que garanta realmente a água mais pura que a gente possa conseguir em casa prá fazer TPA/Reposição.

Um sistema de reposição de elementos que seja extremamente confiável e que garanta o máximo possível a estabilidade dos parâmetros.
Num interessa se é balling dosado por dosadora ou reator de cálcio.....tem de ser estupidamente estável.


Keep a fish in your tank fish and feed them well: I really notice my colors pale up when I'm not feeding my fish a good amount regularly. Finding that balance with a big skimmer is important.
Disso eu discordo.
Hoje você tem inúmeros produtos que podem ser utilizados prá "substituir" os peixes, no que diz respeito a coloração de corais.

A keen eye: This is about the most important thing in my opinion. Learning to spot when a coral doesn't look quite right and identifying the possible factors as to why before it continues to go downhill is when you can become truly successful in the hobby.
Isso é importante mas, de novo, é muuuuito subjetivo.



Ainda este post comentam sobre os parâmetros ideais para a manutenção de SPS's:

KH: 7 - 9 dkh
Ca: 410 - 440 ppm
Mg: 1300 - 1400 ppm
K: 390 - 400 ppm
NO3: 5 ppm
PO4: 0.03 ppm
Concordo que estes possam ser valores de refência....Mas não acredito em "parâmetros ideais"
Acho importante testar parâmetros, mas correr atrás de números é a coisa mais contra-producente do aquarismo marinho.
Já vi uma infinidade de aquários péssimos onde os parâmetros todos era "ideiais"......rsrsrsrsrsr
 

Diego Carbonari

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#16
Continuando a leitura da série sobre coloração dos artigos do Danna Riddle na Advanced Aquarist, destaco algumas partes dos seguintes (agora descobri como inserir um link de forma mais "apresentável"rsrsrsrs)

Red Fluorescent Pigments, a Preliminary Report of Effects of Various Environmental Factors and Color Mixing

Neste achei interessantes:

Cor da água: manter a água cristalina já sabemos que é bonito, que parece que não tem água, e tudo mais. Mas o fundamental é que mante-la desta forma faz com que muitos comprimentos de onda não sejam absorvidos pelas partículas em suspensão, chegando até o coral. Usar carvão ativado, ou ozônio e outros métodos como o uso de carbonato de cálcio PA para flocular as partículas em suspensão ou o micro scrubbing e deixar a água mais cristalina ajudam a promover a coloração de todos os corais e também no caso das acróporas e SPS's.

Halogenetus: Iodetos, brometos, fluoretos e cloretos parecem fazer um papel importante na coloração dos corais. aqui ele comenta algumas coisas interessantes, mas lembro que desde o início quando comecei a me interessar pelo aquarismo marinho, uma das primeiras coisas que li e ouvi muitos falarem era para dosar iodine diariamente pois beneficiava muito os corais e principalmente suas cores. Ainda não encontrei uma explicação mais racional para isso, mas o que sei é que esta dosagem precisa ser bem monitorada pois o iodo em excesso é prejudicial!

Nitrato: Muito se fala em controlar o nitrato e mante-lo a níveis bem baixos. Neste caso o artigo comenta que isso não é uma verdade absoluta e ainda comenta sobre um mito:

Níveis de nutrientes aumentam o número de Zooxanthellae mascarando a cor e o aumento da intensidade de luz diminui a densidade de Zooxanthellae.

Ele comenta a respeito de um experimento que bombeava água de superfície quase sem nenhum nutriente e também misturava essa agua com água profunda, mais rica em nutrientes, observando os efeitos no crescimento e coloração. vale dar uma lida.


Mix de Cores:

Captura de Tela 2020-01-20 às 13.20.24.png

Em outros artigos se fala em mix de cores tratando a mistura a partir das cores primárias. Mas na verdade, o que venho lendo nestes estudos é que as proteínas fluorescentes mais abundantes, OS GFPs, quando misturadas com outras de cor azul e vermelho fazem o mix de cores vibrantes que vemos em alguns corais parecerem laranja, vermelho e até amarelo. Claro dependendo da intensidade e tipo de iluminação que está usando.


Coral Coloration, Part 5: Non-fluorescent Chromoproteins (CP-480 to CP-562)

Já neste, ele introduz o que acho que são as proteínas que mais conseguimos identificar em muitos corais, as chromoproteinas, que na verdade são aquelas responsáveis em absorver ou refletir a luz, mas não emitir como no caso das Proteínas Fluorescentes dos artigos anteriores.

Ou seja, existem as proteínas pigmentadoras que emitem luz ao serem "excitadas", as fluorescentes e as proteínas que refletem e absorvem a luz, dando cor ao coral mas não fluorescência.

A maioria das chromoproteínas são encontradas em acroporas, pociloporas, montiporas e as cores conhecidas segundo este estudo são rosa, azul, vermelho, roxo.

Coral Coloration - Part 7: Coral Reflectance, Chromoproteins and Environmental Factors Affecting Non-fluorescent Pigmentation

Neste ele estuda a relação do ambiente com a reflexão da luz e quais fatores do ambiente propiciam maior ou menor coloração destes pigmentos não fluorescentes.


Figure 1. The purple portion of this Acropora specimen is merely reflecting light falling upon it and is not fluorescent.

Nele ele resume também os tipos de proteínas pigmentadadoras:

  1. Fluorescent proteins. These proteins absorb light energy at a certain wavelength and emit (fluoresce) it at another lower energy wavelength. These pigments ‘glow’ when viewed with actinic and ‘backlight’ lamps. There are about 85 identified fluorescent proteins, but there are likely thousands.
  2. Photosynthetic pigments. Chlorophyll, phycoerythrin, and marienne. Zooxanthellae are the most common photo-symbionts found within corals, and these dinoflagellates of course contain photopigments including chlorophyll a (which fluoresces a deep red color but is seen only under rather special circumstances). Phycoerythrin is found in cyanobacteria that can also infect coral tissues. Phycoerythrin fluoresces a bright orange color. This orange pigment is visible under conditions less demanding than chlorophyll. ‘Marienne’ is a non-fluorescent but highly reflective pigment found in algae infesting tissues of clams and corals.
  3. “Kindling” Chromoproteins. “Kindling” is a term that refers to various proteins’ abilities to change from a non-fluorescent chromoprotein to one that fluoresces.
  4. Non-fluorescent ‘reflective’ proteins - Chromoproteins. These pigments are produced by the coral animal and can appear red, purple, blue, mauve or other colors. There are only a dozen or so described chromoproteins but there are likely many more. These proteins appear rather dull (usually a drab bluish color) when illuminated by high kelvin lamps, but may appear reddish when the light source has a ‘warm’ (lower) kelvin rating. There are only two dozen or so chromoproteins found in corals.
Interessante que li em artigos anteriores que também podem afetar as cores dos corais é a infestação ou simplesmente ter alguns seres habitando os tecidos dos corais que normalmente são indesejáveis, como as cianobactérias. Já nos artigos anteriores se detectou que no mar as cianobactérias são responsáveis em pelo menos alguma parte da coloração de alguns corais. Ou seja, os pigmentos fotosintetizantes das zooxantelas, das cianobactérias, podem afetar a transição de cor por exemplo se misturando com as proteínas pigmanetadoras do tecido do coral.

Coral Coloration, Part 8: Blue and Green Coral Fluorescence: Environmental Factors Affecting Fluorescent Pigmentation

Aqui ele estuda a relação ambiental com a fluorescência das cores azuis e verde-azuladas. O mais interessante é que corais que desenvolvem azul fluorescente são encontrados em profundidades maiores, ou em cavidades nos Recifes. Isso me chamou atenção!
 
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