Lantâneo - uma opção no combate ao fosfato

Euler Kernighan

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#21
Uma recomendação para se dosar cloreto de lantânio é diluir 2.5ml de cloreto de lantânio em 1L de água de RO/DI, e deixar gotejando - 1 gota por segundo em um filter sock de 10 micras, até esta solução acabar. Aí, faz-se tudo novamente. Neste ínterim é necessário ir medido o fosfato e ajustar o gotejamento.

A estratégia de se dosar por gotejamento é algo bem velho, mesmo porque estas dosadoras são algo relativamente novo. Qualquer um aqui que seja "velho de casa" deve ter comprado o gotejador do Fred - Frederico Ramos... Na dúvida, busque aqui no fórum por "Frasco para alimentação enteral".

Algumas fotos:

Solução pronta:




Pronto para gotejar:




Gotejamento no filter sock de 10 micra - mangueirinha destacada em laranja.

 
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3 Novembro 2014
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#23
Armando, não é isso não viu. Dosar cloreto de lantanio para reduzir fosfato é algo extremamente comum e usado em aquarismo marinho no mínimo desde 2007 - então já são 10 anos usando este artifício.

Não vou misturar os assuntos aqui, mas diversos métodos de sucesso como o Zeovit incluem ficar pingando produtos diariamente gota a gota, então, isso é normal em nosso meio.


A quantidade de testes é exatamente a mesma que se faz quando você usa qualquer outro meio para remover o fosfat, ou ainda além, quando se dosa qualquer coisa. Você faz a dosagem recomendada e faz os devidos ajustes para o seu aquário.


Errar a quantidade pode acontecer com qualquer tipo de meio de redução. Matar tudo só acontece se o aquarista for muito desleixado.


Lógico que não. Em termos de "segurança", talvez usar cheato seja uma boa opção, porém, não dá pra falar que é a estratégia "mais eficiente".
Existe realmente o uso do lantânio a bastante tempo, principalmente em aquários muito grandes, ou públicos. O uso para aquários pequenos como é nosso caso o GFO é muito mais eficiente e seguro, além de não deixar acumular no sistema. Muito mais pratico também, coloca-se no reator e quando saturar você troca , simples não acha ?

Dosar um produto que um excedente mínimo pode trazer resultados catastróficos, eu acredito que a frequência dos testes de fosfato deverão ser aumentadas, pois em um período de 3 dias tudo pode ir para o vinagre. Eu costumo testar fosfato mensalmente, apesar de saber que indicado é bem menos do que isso .
 
3 Novembro 2014
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São Caetano do Sul - SP
#24
Não sei dizer a qual medicamento você está se referindo, mas a redução de fosfato nunca se deu apenas controlando a alimentação ou população de um aquário. E obviamente, por mais que se lance mão de um skimmer híper eficiente, não é possível reduzir o fosfato apenas com o skimmer, e muito menos com a capacidade biológica do sistema.

Mesmo que se siga o que você recomenda, o que claramente não é correto, combinando estes itens não é possível reduzir/controlar o fosfato. Caso fosse, você realmente acha que desde sempre existiriam pessoas e empresas focadas em lançar mão de artifícios para reduzir o fosfato?

As estratégias que existem, existem justamente porque controlar da forma que vc sugere não funciona. Por não funcionar, inventou-se
- macro algas de uso geral, vou citar apenas a cheato aqui por ela ser a menos daninha ao sistema
- produtos como Prodibio (2003/2004), Zeovit (2003), FaunaMarin (2004), UltraMarin (2004), RedSea (2011), Aquaforest (2012/2013), TwoLittleFishies, ATM, para citar poucos.
- Reatores de GFO, reatores de lantânio, reatores de cheato, etc.

Tudo isto, com objetivo simples: reduzir fosfato.
Euler,

O medicamento é qualquer um que ataque as bactérias do sistema . Um antibiótico por exemplo.

Volto a afirmar, é possível manter um aquário com níveis baixos ou indetectáveis de fosfato sem nenhum removedor.

Meu aquário tem 500 litros total ( Sump + Display ) um pouco mais de 2 anos de montado os mesmo peixes desde o início , 1 Hepatus, 1 Yellow Tang, 1 Palhaço, 1 Firefish, 1 Copperband, 1 Yellow Eye , e um Centropygue.

Fosfato está zerado a 1 ano e 3 meses mais menos sem o uso de qualquer tipo de removedor . Antes disso eu utilizava GFO, e fazia tpas semanais .

Mas desde que eu percebi que o fosfato não estava mais saindo do 0,00 eu retirei o reator e passei a fazer tpa de 14/14 dias, assim que eu diminuí a frequência de tpas eu percebi que no dia ou alguns dias antes da tpa o fosfato chegava a 0,04 0,05 . Mais alguns meses e o fosfato parou de oscilar novamente, sempre zero. A uns 8 meses eu comecei fazer tpas de 21/21 dias e continuo sem detectar fosfato até então.

Na alimentação dos peixes , corais e anêmonas utilizo rações comerciais , camarão e vôngole diariamente por causa do Copperband.

Não utilizo carvão ativado, nem qualquer outro produto . Minha filtragem é feita por perlom e Skimmer apenas, utilizo também 10 litros de siporax no Sump.

Utilizo reator de cálcio

Parâmetros No3 : 2 Tropic Marin
Po4 Hanna : 0,00
 
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Euler Kernighan

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#25
O uso para aquários pequenos como é nosso caso o GFO é muito mais eficiente e seguro
Esta é uma conclusão pessoal sua, no entanto, não significa que:
1 - é verdadeira;
2 - que o GFO é a única alternativa para aquários que você os classifica como pequenos.

Talvez se você aceitasse usar cloreto de lantânio assim como um dia aceitou usar GFO, poderia ter uma perceção melhor sobre o que ele faz e a partir daí, tirar melhores conclusões.

De qualquer forma, não é possível desqualificar o cloreto de lantânio como redutor de fosfato pelo simples fato de que você utiliza GFO.

Apenas para reforçar, vc está ciente que os métodos Aquaforest, Prodibio, Triton, Zeovit, Fauna Marin, UltraMarin, Vodka, Açucar, Vinagre, Biopelles dentro outros, não utilizam GFO, né?

Neste caso, também é correto assumir que todos estes métodos que comprovadamente dão certo, e mudialmente são reconhecidos, estão errados pelo simples fato de que você assume que o GFO é "muito mais eficiente e seguro".

C'mon é hora de abrir a mente, né? Este tópico foi aberto para mostrar que existem alternativas para reduzir o fosfato, se você não está afim de conhecer coisas novas, este tópico possivelmente não seja para você.

Por último, a proposta deste tópico é apresentar o Cloreto de Lantânio, não realizar uma enquete de "Super" GFO vs "Pobre coitado" Lantânio. Caso este seja seu objetivo, você pode abrir um tópico para tal.
 
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Euler Kernighan

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#26
Volto a afirmar, é possível manter um aquário com níveis baixos ou indetectáveis de fosfato sem nenhum removedor.
Meu aquário tem 500 litros total ( Sump + Display ) um pouco mais de 2 anos de montado os mesmo peixes desde o início , 1 Hepatus, 1 Yellow Tang, 1 Palhaço, 1 Firefish, 1 Copperband, 1 Yellow Eye , e um Centropygue.
Fosfato está zerado a 1 ano e 3 meses mais menos sem o uso de qualquer tipo de removedor . Antes disso eu utilizava GFO, e fazia tpas semanais .
Mas desde que eu percebi que o fosfato não estava mais saindo do 0,00 eu retirei o reator e passei a fazer tpa de 14/14 dias, assim que eu diminuí a frequência de tpas eu percebi que no dia ou alguns dias antes da tpa o fosfato chegava a 0,04 0,05 . Mais alguns meses e o fosfato parou de oscilar novamente, sempre zero. A uns 8 meses eu comecei fazer tpas de 21/21 dias e continuo sem detectar fosfato até então.
Isto é fantástico, e acredito que a gente poderia de forma, aprender no seu tópico como fazer isto.

No entanto, assim como durante algum tempo você fez uso do GFO, este tópico fala sobre o Cloreto de Lantânio como opção, e muitos aquaristas podem utilizá-lo por algum tempo, para que então, possam chegar no mesmo patamar que você.

Reforço que a proposta do tópico não é questionar o seu aquário ou seu método, que com absoluta certeza funcionam, a proposta deste tópico é pura e simplesmente apresentar o cloreto de lantânio.

Em analogia, sabe quando lançaram os testes da Hanna? Pois bem, os testes da Salifert já existiam há milênios, no entato, a Hanna veio com uma proposta nova e nos deu uma alternativa. A mesma coisa é o cloreto de lantânio, apenas uma alternativa.
 
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#27
Esta é uma conclusão pessoal sua, no entanto, não significa que:
1 - é verdadeira;
2 - que o GFO é a única alternativa para aquários que você os classifica como pequenos.

Talvez se você aceitasse usar cloreto de lantânio assim como um dia aceitou usar GFO, poderia ter uma perceção melhor sobre o que ele faz e a partir daí, tirar melhores conclusões.

De qualquer forma, não é possível desqualificar o cloreto de lantânio como redutor de fosfato pelo simples fato de que você utiliza GFO.

Apenas para reforçar, vc está ciente que os métodos Aquaforest, Prodibio, Triton, Zeovit, Fauna Marin, UltraMarin, Vodka, Açucar, Vinagre, Biopelles dentro outros, não utilizam GFO, né?

Neste caso, também é correto assumir que todos estes métodos que comprovadamente dão certo, e mudialmente são reconhecidos, estão errados pelo simples fato de que você assume que o GFO é "muito mais eficiente e seguro".

C'mon é hora de abrir a mente, né? Este tópico foi aberto para mostrar que existem alternativas para reduzir o fosfato, se você não está afim de conhecer coisas novas, este tópico possivelmente não seja para você.

Por último, a proposta deste tópico é apresentar o Cloreto de Lantânio, não realizar uma enquete de "Super" GFO vs "Pobre coitado" Lantânio. Caso este seja seu objetivo, você pode abrir um tópico para tal.
Kkkkkkk,

Euler, na verdade eu não uso GFO, ou nenhum dos outros método, eu não uso absolutamente NADA para manter fosfato em níveis ideais. E não estou me gabando por isso, pelo contrário, acredito que qualquer um possa manter fosfato sob controle se tiver equipamentos eficientes e não encher de peixes o seu aquário.

Lantânio nunca foi um produto muito usado pelo nosso hobby. Veja quantos TOTM usam ou usaram lantânio . Ou relatos de uso em outros fóruns, internacionais inclusive.

Mesmo existindo uma nova pesquisa sobre o assunto, muito importante para o hobby , o lantânio provavelmente continuará em desuso, pelos motivos já mencionados nesse tópico .
 

Marcio Gielfi

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#31
Só para dar um exemplo de como matar usando cloreto de Lantanio ...

Em um aquario que está usando 2 gotas por dia, para matar tudo nele, voce vai ter que pingar mais pelo menos umas 40 gotas.

Agora, se um aquarista se atrapalhar e pingar 42 gotas ao invés de 2, ai é melhor ele ter outro hobbie mesmo !!!!
Se o aquarista estiver usando o supwr hiper seguro GFO, se em um aquario ele estiver usando 300 gramas, e por ventura ele resolver aplicar a mesma proporção e colocar um pouco mais de 6,6 kilos de GFO no reator, eu acho que existe uma enorme propabilidade de dar um desastre também.
 
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Leo Carvalho

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18 Outubro 2014
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www.sierrareef.com
#33
Seria interessante sincronizar o envio do Latâneo ao sistema meia hora depois da alimentação dos peixes.
Dosa X após a alimentação... pois meia hora no máximo eles defecam também..
Seria a hora que mais tem fosfato liberado no sistema ?
Achei interessante o raciocínio, só não sei se o fosfato já estará disponível na coluna. Poderia ser quase una medida preventiva para dias de grandes alimentações, como no dia que alimentamos todos os corais ou mesmo os peixes... Com alimentos mais frescos.


Vou pesquisar se há alguma estudo sobre o tempo de degradação e liberação de fosfato.
 
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#34
Márcio,

Quando eu comentei que pode matar tudo, eu estava falando de matar corais, principalmente SPS.

Sabemos que algumas espécies de corais são bem sensíveis a baixa muito rápido no nível do fosfato. Então imaginemos que o aquarista mantenha níveis muito baixos de PO4 utilizando 2 gotas diárias , e se por esquecimento coloque mais duas, ele talvez tenha problemas com os SPS.

Além do que foi comentado:

1- Dosagem gota a gota
2- Risco do fosfato cair o nível rapidamente e os corais sentirem , como até foi mencionado um caso neste tópico
3- Dificuldade em conseguir retirar do sistema o produto da precipitação que o Cloreto de Lantânio irá causar.
4- Risco do Fosfato precipitado não retirado do sistema voltar a coluna de água .

5- Ainda não mencionada, o lantânio faz cair o nível da alcalinidade, pois se liga formando carbonato de Lantânio.

Um exemplo abaixo, do Handy Holmes ,

Se por exemplo for utilizado Cloreto de Lantânio Anidro LaCI3 , na quantidade de 1 grama para 100 galões ( 378 litros ) a alcalinidade cairá aproximadamente 0,1 dKH .

Provavelmente com o uso prolongado do Lantânio a redução da alcalinidade se torne maior ao ponto que a quantidade de fosfato na água diminua.
 
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#35
Alguns tanks TOTM que utilizam cloreto de lantânio.

TOTM


TOTM


TOTM
Apenas 3 casos de TOTM que utilizaram ou utilizam Cloreto de Lantânio. Imaginando que o produto existe a maios ou menos 10 anos e todo mês tem um TOTM , provavelmente outros 117 TOTM utilizam outros métodos de redução de fosfato. Mas não há dúvidas que nesses casos o Lantânio foi eficiente.
 
10 August 2014
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#36
Uma vez li em algum lugar (talvez na Coral), um método interessante de uso do lantânio sem maiores preocupações em como exportá-lo (que, na verdade, é a única preocupação).

Mas é um trambolho, e fora da realidade de muitos.

Tudo consistia na existência de um tanque satélite.
Uma estação de tratamento.

1) Esse tanque era preenchido com parte da água do aquário, através de bombas
2) o lantânio era dosado sem medo (a ideia era zerar fosfato)
3) esperava-se a decantação
4) a água era devolvida ao aquário, com a exceção um ou dois dedos no fundo.

A água pobre em fosfato mistura-se com a do aquário, diminuindo a concentração.

Enfim, legal que dê, em tese, para medir o lantânio. Temos a faca e o queijo para definirmos qual a melhor fora de retirá-lo do aquário depois de dosado.
 
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Zabs

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6 Novembro 2016
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São Paulo - SP
#38
Se houver uma estivativa de quanto determinada quantidade de lantanio baixa de fosfato fica muito mais facil e seguro usar.
Usando a estrategia que os kits da redsea utilizam para outros produtos seria aproximadamente assim, por exemplo:
- 5 gotas de solução de lantanio em determinada concentração baixam 1 ppm de fosfato em 100l.
Se houver uma aplicação com alguma referencia passa a ser totalmente seguro.



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10 August 2014
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#39
Fui dar uma nova lida no assunto.
Parecem não haver muitas novidades, além do surgimento de vários reatores de lantânio, que tem princípios semelhantes de funcionamento, usando em sua maioria perlon como elemento exportador do fosfato de lantânio.

Com eficiência desconhecida, pelo que pude ler. A maioria prediz a eficiência da remoção do fosfato de lantânio por via visual (olhou e viu que o elemento filtrante, seja ele qual for, estava saturado do particulado, ou não viu mais particulados circulando no aquário). Não encontrei medidas do elemento pré e pós esses filtros, para saber a sua real eficiência.

Também, para mim, ficou parecendo que os testes existentes medem o lantânio dissolvido (parece bem lógico, enfim) e não o particulado. Mas não tenho certeza. Se for verdade, então teria que ser empregado um método um tanto mais trabalhoso de testagem, que avaliasse aquilo que já não está dissolvido.

Mas em se tratando de reatores, já podemos imaginar que o elemento filtrante tem que ser muito bom, já que ele terá a oportunidade de apenas uma passagem para se livrar de todo o elemento.



Eis o artigo do Daniel, citado pelo Léo, para quem estiver interessado.

https://www.reef2rainforest.com/201...ok-at-lanthanum-chloride-use-in-the-aquarium/

Ele sofreu bastante com o acúmulo e o processo de retirada do fosfato de lantânio, como dá para ver nas fotos.




No artigo, ele usou alguns materiais para remover, até algodão. Mas, de novo, usou o visual (a água ficar clara) para avaliar eficiência. Ele sugere que um material específico de filtragem, desenvolvido por uma empresa nos EUA, com capacidade também adsortiva, poderia empregar melhores resultados.

Sobre a toxicidade do lantânio ou, indo além do conceito de toxicidade, o impacto que a exposição ao lantânio tem sobre os organismos, é um material farto, mas não pouco preocupante. Parece que o lantânio tem forte propriedade de acúmulo tecidual.
Eis um artigo interessante sobre o tema:

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S014765131530110X

O lantânio é um elemento promissor, realmente, no combate ao ortofosfato em aquários.

As perguntas que me parecem que ainda precisam ser respondidas são:

1) Qual o real impacto que a exposição ao lantânio (em sua forma ainda dissolvida) tem sobre os organismos encontrados em um aquário?

2) Qual a melhor forma de retirar o fosfato de lantânio, e qual a eficiência das atualmente empregadas?

3) Qual o impacto que um possível acúmulo de fosfato de lantânio, particulado tem sobre os organismos encontrados em um aquário?

4) Qual a dose de lantânio necessária para diminuir certa concentração de ortofosfato?
 
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