Lantâneo - uma opção no combate ao fosfato

Leo Carvalho

Well-Known Member
18 Outubro 2014
5.328
7.129
113
Nova Friburgo RJ
www.sierrareef.com
#1
Antes de começar o assunto, gostaria de fazer um desabafo com os colegas desse fórum, pelos quais tenho grande carinho

Esses dias tive o desprazer de ouvir em mensagem privada, de um dos aquáristas que participam desse fórum a seguinte frase :
"Você é um cara que provavelmente perdeu a disposição para aprender, e já tem uma receitinha de bolo pronta para cada situação. Normalmente quando um camarada chega a esse ponto, ele começa a descer . Espero te ver logo aqui embaixo, no local onde todos podemos aprender."

Aos que me conhecem, sabem que minha participação aqui, sempre foi a de trazer novos conhecimento, coisas que leio no dia a dia, em livros, revistas que assino ou com outros colegas aquaristas de outros fóruns. aprendizagem é algo inerente a mim, seja em meu hobby ou atividade profissional.

E gostaria de deixar claro, que só participo desse fórum, por acreditar que tenho muito a aprender com todos vocês.

Desculpem o desabafo, mas pessoas assim, acabam por desmotivar outros aquaristas e pouco agregam a nós.

Gostaria de compartilhar com vocês, mais um artigo da revista CORAL, que achei muito interessante, faço isso por saber quem nem todos têm a assinatura da revista, e assim desse modo, podemos debater o assunto juntos.



Fosfato é um tema bem recorrente em nosso hobby. Sabemos o quanto é difícil diminuir seus níveis em nossos aquários, e sempre que esse tema é abordado, com outras opção, isso me deixa entusiasmado.

A última edição da revista Coral ( sep/oct 2017) trata o uso do Lantâneo como fonte absortiva de fosfato inorgânico

Em 2009 Daniel Knop escreveu nessa mesma revista, um artigo sobre o uso do lantâneo em sistemas muito grandes, mas ainda estava em teste e não recomendava o uso até que a industria aquaristica estudasse mais e colocasse no mercado algum produto a base de latâneo com essa finalidade.

Esse mês o Dr Dieter Brockmann faz novamente uma revisão sobre o assunto.
O lantâneo se mostrou uma opção interessante por ser extremamente efetivo, simples e economicamente viável.



O primeiro ponto de pergunta é: qual a sua toxicidade?
O lantâneo é usado em medicina na forma de carbonato de lantâneo ( Fosrenol)para reduzir o fosfato do sangue de pacientes em dialise . Apesar da ser acumulativo no organismo, o lantâneo é eliminado pelo tecido após a descontinuidade de seu uso.



Há também, diversos testes sobre os níveis letais em animais . Foram feitos testes em organismos marinhos, e se descobriu as concentrações letais para ovas de peixes(150mg/L) , daphnia (103mg/L) e bactérias ( 37 mg/L). Outros testes são citados.

O lantâneo vem sendo usado no controle de fosfato em lagos, um produto chamado phoslock. De acordo com o fabricante, quando usado como suspensão, conseguem ligar se a 95% do fosfato reativo e forma um composto insolúvel que se deposita no fundo dos lagos .

O Dr Dieter Brockmann resolveu testar o lantâneo em seu próprio sistema. Um aquário de 6 anos, 500L, bem estocado, com corais softs e lps, muitos peixes e fosfato a 0,4mg/l

O autor adverte sobre usar produtos a base de lantâneos, feito para a industria de aquarismo, e não para outros fins.

E descreve então sua rotina.
2ml é adicionado gota a gota por dia, em um local de forte movimentação de água e próximo ao skimmer. após 10 dias de uso, os níveis de fosfato haviam caído para 0,05, considerados pelo autor como níveis aceitáveis, e então ele descontinuou o tratamento. Níveis baixos foram observados por os 4 dias subsequentes e no quinto dia o fosfato voltou a subir .

Durante a fase de dosagem, a concentração do lantâneo subiu para 9.2µg/L, o que seria significantemente baixa em detrimento dos 138µg/L descritos como possivelmente tóxica.

Depois disso o autor conta que continuou usando o lantâneo com essa finalidade e controlando o fosfato quando alcançava valores acima de 0.2 e descontinuava ao chegar em 0.1. Durante esse período não percebeu nenhuma alteração nos animais, a não ser por uma tridacna que definhou e morreu, porem ele acha improvável que seja devido ao lantâneo, já que outra tridacna de mesma espécie não demonstrou nenhum sinal de alteração .

Ele termina o artigo dizendo que lantâneo pode ser usado com sucesso para reduzir os níveis de fosfato, mas deve ser feito de forma lenta e moderada para que os animais do aquário, possam se adaptar as condições de mudança. Fala sobre seguir as orientações dos fabricantes, não cair o fosfato a baixo de 0.02 - 0.05, que deve ser dosado gota a gota em local de forte movimentação da água e próximo a algum filtro mecânico. Diz também que devemos acompanhar os níveis de lantâneo ( infelizmente acho difícil em nosso país) , através de testes realizados por empresas como a tritom, Reefanalytic e ATI, E que cada um deve decidir a melhor forma de controlar seus níveis de fosfato ( rs)

Bom, eu acho positivo esses testes, embora não conclusivos, mas encaro com bons olhos seu uso. Vou tentar procurar mais artigos sobre o tema e gostaria da participação dos demais colegas, para debatermos e levantamos novas questões e para ajudar na busca de mais informações.

O autor cita algumas marcas comerciais, como Blue Life Phosphate Rx, ATI Agent Green e Pura Phoslock


fica aqui meu grande abraço aos colegas do Forum.
 
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Zabs

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6 Novembro 2016
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#2
Eu havia lido em um chat sobre o lantanio e que é usado por um excelente aquarista desse chat. Acabei não indo atras por ter outras preocupações no momento. Porém realmente parece algo extremamente promissor. Parece ser mais efetivo (menos lantanio com mais fosfato retirado) e igualmente seguro.
Tem ideia do custo quando comparado aos oxidos de ferro?

Sobre a mensagem que você recebeu. Não posso aconselhar como aquarista porque sou praticamente um calouro (muito entusiasmado, com certeza) porém posso dar uma sugestão: quanto mais envelhecemos mais vamos aprendendo a filtrar o que nos adiciona daquilo que só polui. O comentario que você recebeu me pareceu só isso mesmo: poluição.
E esse tipo de poluição é melhor ignorar do que gastar energia para rebater.



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Júnio Melo

Born to dive, forced to work!
10 August 2014
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#4
A dúvida que surgiu com o início do uso do lantanio foi como ele seria exportado do sistema após se ligar ao fosfato.
Chegaram inclusive a desenvolver um reator para ele, mas não foi muito difundido.
Confesso que nunca utilizei pelo receio de se acumular, mas talvez venha a testar devido à relatos como este.
 
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Leo Carvalho

Well-Known Member
18 Outubro 2014
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#5
A dúvida que surgiu com o início do uso do lantanio foi como ele seria exportado do sistema após se ligar ao fosfato.
Chegaram inclusive a desenvolver um reator para ele, mas não foi muito difundido.
Confesso que nunca utilizei pelo receio de se acumular, mas talvez venha a testar devido à relatos como este.
Acho que se tivéssemos laboratórios dispostos a fazerem testes como esses, o uso seria mais seguro.
Aquando eu for usar, farei a aplicação antes do Perlon, pois se ele aglutina e decanta, é possível que fique retido no perlon ou seja exportado pelo skimmer.
 
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Euler Kernighan

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First9
10 August 2014
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#6
Pô Léo, que artigo show de bola!

Lantânio é show de bola (Y). Muito fácil de encontrar em casa de piscinas com o nome de seaklear.

Léo, além do perlon também é possível usar um filter sock the 200 micras na saída do overflow, aí vai se gotejando o lantânio alí e fazendo a troca do filter socke conforme ele vai saturando (como se dosse um filtro melita de café). Depois pode-se usar filter sock de 100 ou 50.

Outra coisa interessante é que depois de um certo tempo, o lantânio não é mais tão efeitvo na redução do fosfato, aí o GFO apresenta maior resultado.

Abs!
 
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Leo Carvalho

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#7
Pô Léo, que artigo show de bola!

Lantânio é show de bola (y). Muito fácil de encontrar em casa de piscinas com o nome de seaklear.

Léo, além do perlon também é possível usar um filter sock the 200 micras na saída do overflow, aí vai se gotejando o lantânio alí e fazendo a troca do filter socke conforme ele vai saturando (como se dosse um filtro melita de café). Depois pode-se usar filter sock de 100 ou 50.

Outra coisa interessante é que depois de um certo tempo, o lantânio não é mais tão efeitvo na redução do fosfato, aí o GFO apresenta maior resultado.

Abs!
Exatamente Euler!!!!

A ideia do sharkbag de 50 micras seria perfeita.

O fato dele ser 95% eficiente,para mim, é uma vantagem. pq não é ideal zerar o fosfato. muito pelo contrário, é perigoso de mais.
 
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Victor Angélico

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16 Outubro 2014
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#8
Já usei algumas vezes realmente o fo4 despencou.

O da ATM .

Mais os corais sentiram um pouco principalmente os LPS. Eu coloquei 5ml no meu reef de 380 litros na bomba de circulação.

Usei umas 4x caiu muito.

A água dava uma branqueada depois normalizava.

Não estou usando mais, porém não tenho nada contra o uso.

Um abraço


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Leo Carvalho

Well-Known Member
18 Outubro 2014
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#9
Já usei algumas vezes realmente o fo4 despencou.

O da ATM .

Mais os corais sentiram um pouco principalmente os LPS. Eu coloquei 5ml no meu reef de 380 litros na bomba de circulação.

Usei umas 4x caiu muito.

A água dava uma branqueada depois normalizava.

Não estou usando mais, porém não tenho nada contra o uso.

Um abraço


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Provavelmente os lps sentiram a mudança brusca do parâmetro e não a substância empregada. O autor do texto uso uma quantidade muiiiiiito menor

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3 Novembro 2014
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São Caetano do Sul - SP
#10
Difícil imaginar ficar pingando lantânio diariamente gota a gota, ter que ficar fazendo testes e mais testes , além do risco de errar algumas gotinhas e matar tudo . É algo bem pouco prático.

Nesse sentido o GFO é muito mais eficiente e seguro, apesar do custo mais alto.

Mas a forma ideal e que todos deveriam controlar fosfato é controlando a população e alimentação, ter um skimmer que seja eficiente e mantendo a capacidade biológica do sistema ( bactérias ) , sem utilização de medicamentos ou produtos que possam afeta-la .
 

Júnio Melo

Born to dive, forced to work!
10 August 2014
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Belo Horizonte
#15
Difícil imaginar ficar pingando lantânio diariamente gota a gota, ter que ficar fazendo testes e mais testes , além do risco de errar algumas gotinhas e matar tudo . É algo bem pouco prático.

Nesse sentido o GFO é muito mais eficiente e seguro, apesar do custo mais alto.

Mas a forma ideal e que todos deveriam controlar fosfato é controlando a população e alimentação, ter um skimmer que seja eficiente e mantendo a capacidade biológica do sistema ( bactérias ) , sem utilização de medicamentos ou produtos que possam afeta-la .
Fosfato não é tão simples de se evitar. toda ração contem fosfato, assim como boa parte das mídias de reatores de cálcio. alguma forma de exportação é necessária, nem que sejam macroalgas.
 

Marcio Gielfi

Original | First9
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First9
10 August 2014
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São Paulo -SP
#17
Diluir o lantânio em RO e usar uma dosadora pode ser uma opção para aumentar a segurança.

Algum químico saberia dizer se podemos misturar lantânio com um dos 3 elementos que normalmente usamos ( CA, MG ou bicarbonato) ?
 
12 August 2016
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Cachoeiro de Itapemirim - ES - BR.
#18
Antes de começar o assunto, gostaria de fazer um desabafo com os colegas desse fórum, pelos quais tenho grande carinho

Esses dias tive o desprazer de ouvir em mensagem privada, de um dos aquáristas que participam desse fórum a seguinte frase :
"Você é um cara que provavelmente perdeu a disposição para aprender, e já tem uma receitinha de bolo pronta para cada situação. Normalmente quando um camarada chega a esse ponto, ele começa a descer . Espero te ver logo aqui embaixo, no local onde todos podemos aprender."

Aos que me conhecem, sabem que minha participação aqui, sempre foi a de trazer novos conhecimento, coisas que leio no dia a dia, em livros, revistas que assino ou com outros colegas aquaristas de outros fóruns. aprendizagem é algo inerente a mim, seja em meu hobby ou atividade profissional.

E gostaria de deixar claro, que só participo desse fórum, por acreditar que tenho muito a aprender com todos vocês.

Desculpem o desabafo, mas pessoas assim, acabam por desmotivar outros aquaristas e pouco agregam a nós.

Gostaria de compartilhar com vocês, mais um artigo da revista CORAL, que achei muito interessante, faço isso por saber quem nem todos têm a assinatura da revista, e assim desse modo, podemos debater o assunto juntos.



Fosfato é um tema bem recorrente em nosso hobby. Sabemos o quanto é difícil diminuir seus níveis em nossos aquários, e sempre que esse tema é abordado, com outras opção, isso me deixa entusiasmado.

A última edição da revista Coral ( sep/oct 2017) trata o uso do Lantâneo como fonte absortiva de fosfato inorgânico

Em 2009 Daniel Knop escreveu nessa mesma revista, um artigo sobre o uso do lantâneo em sistemas muito grandes, mas ainda estava em teste e não recomendava o uso até que a industria aquaristica estudasse mais e colocasse no mercado algum produto a base de latâneo com essa finalidade.

Esse mês o Dr Dieter Brockmann faz novamente uma revisão sobre o assunto.
O lantâneo se mostrou uma opção interessante por ser extremamente efetivo, simples e economicamente viável.



O primeiro ponto de pergunta é: qual a sua toxicidade?
O lantâneo é usado em medicina na forma de carbonato de lantâneo ( Fosrenol)para reduzir o fosfato do sangue de pacientes em dialise . Apesar da ser acumulativo no organismo, o lantâneo é eliminado pelo tecido após a descontinuidade de seu uso.



Há também, diversos testes sobre os níveis letais em animais . Foram feitos testes em organismos marinhos, e se descobriu as concentrações letais para ovas de peixes(150mg/L) , daphnia (103mg/L) e bactérias ( 37 mg/L). Outros testes são citados.

O lantâneo vem sendo usado no controle de fosfato em lagos, um produto chamado phoslock. De acordo com o fabricante, quando usado como suspensão, conseguem ligar se a 95% do fosfato reativo e forma um composto insolúvel que se deposita no fundo dos lagos .

O Dr Dieter Brockmann resolveu testar o lantâneo em seu próprio sistema. Um aquário de 6 anos, 500L, bem estocado, com corais softs e lps, muitos peixes e fosfato a 0,4mg/l

O autor adverte sobre usar produtos a base de lantâneos, feito para a industria de aquarismo, e não para outros fins.

E descreve então sua rotina.
2ml é adicionado gota a gota por dia, em um local de forte movimentação de água e próximo ao skimmer. após 10 dias de uso, os níveis de fosfato haviam caído para 0,05, considerados pelo autor como níveis aceitáveis, e então ele descontinuou o tratamento. Níveis baixos foram observados por os 4 dias subsequentes e no quinto dia o fosfato voltou a subir .

Durante a fase de dosagem, a concentração do lantâneo subiu para 9.2µg/L, o que seria significantemente baixa em detrimento dos 138µg/L descritos como possivelmente tóxica.

Depois disso o autor conta que continuou usando o lantâneo com essa finalidade e controlando o fosfato quando alcançava valores acima de 0.2 e descontinuava ao chegar em 0.1. Durante esse período não percebeu nenhuma alteração nos animais, a não ser por uma tridacna que definhou e morreu, porem ele acha improvável que seja devido ao lantâneo, já que outra tridacna de mesma espécie não demonstrou nenhum sinal de alteração .

Ele termina o artigo dizendo que lantâneo pode ser usado com sucesso para reduzir os níveis de fosfato, mas deve ser feito de forma lenta e moderada para que os animais do aquário, possam se adaptar as condições de mudança. Fala sobre seguir as orientações dos fabricantes, não cair o fosfato a baixo de 0.02 - 0.05, que deve ser dosado gota a gota em local de forte movimentação da água e próximo a algum filtro mecânico. Diz também que devemos acompanhar os níveis de lantâneo ( infelizmente acho difícil em nosso país) , através de testes realizados por empresas como a tritom, Reefanalytic e ATI, E que cada um deve decidir a melhor forma de controlar seus níveis de fosfato ( rs)

Bom, eu acho positivo esses testes, embora não conclusivos, mas encaro com bons olhos seu uso. Vou tentar procurar mais artigos sobre o tema e gostaria da participação dos demais colegas, para debatermos e levantamos novas questões e para ajudar na busca de mais informações.

O autor cita algumas marcas comerciais, como Blue Life Phosphate Rx, ATI Agent Green e Pura Phoslock


fica aqui meu grande abraço aos colegas do Forum.
Você é uma pessoa que admiro muito no hobby e também como pessoa, você é um aquarista nota, 10000000000....., bom, muito interessante este artigo que você trouxe para todos nos aqui no fórum, já estou estudando sobre o mesmo, rsrs, abraços.
 

Euler Kernighan

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#19
Difícil imaginar ficar pingando lantânio diariamente gota a gota
Armando, não é isso não viu. Dosar cloreto de lantanio para reduzir fosfato é algo extremamente comum e usado em aquarismo marinho no mínimo desde 2007 - então já são 10 anos usando este artifício.

Não vou misturar os assuntos aqui, mas diversos métodos de sucesso como o Zeovit incluem ficar pingando produtos diariamente gota a gota, então, isso é normal em nosso meio.

, ter que ficar fazendo testes e mais testes ,
A quantidade de testes é exatamente a mesma que se faz quando você usa qualquer outro meio para remover o fosfat, ou ainda além, quando se dosa qualquer coisa. Você faz a dosagem recomendada e faz os devidos ajustes para o seu aquário.

além do risco de errar algumas gotinhas e matar tudo . É algo bem pouco prático.
Errar a quantidade pode acontecer com qualquer tipo de meio de redução. Matar tudo só acontece se o aquarista for muito desleixado.

Nesse sentido o GFO é muito mais eficiente e seguro, apesar do custo mais alto.
Lógico que não. Em termos de "segurança", talvez usar cheato seja uma boa opção, porém, não dá pra falar que é a estratégia "mais eficiente".
 
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Euler Kernighan

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Mas a forma ideal e que todos deveriam controlar fosfato é controlando a população e alimentação, ter um skimmer que seja eficiente e mantendo a capacidade biológica do sistema ( bactérias ) , sem utilização de medicamentos ou produtos que possam afeta-la .
Não sei dizer a qual medicamento você está se referindo, mas a redução de fosfato nunca se deu apenas controlando a alimentação ou população de um aquário. E obviamente, por mais que se lance mão de um skimmer híper eficiente, não é possível reduzir o fosfato apenas com o skimmer, e muito menos com a capacidade biológica do sistema.

Mesmo que se siga o que você recomenda, o que claramente não é correto, combinando estes itens não é possível reduzir/controlar o fosfato. Caso fosse, você realmente acha que desde sempre existiriam pessoas e empresas focadas em lançar mão de artifícios para reduzir o fosfato?

As estratégias que existem, existem justamente porque controlar da forma que vc sugere não funciona. Por não funcionar, inventou-se
- macro algas de uso geral, vou citar apenas a cheato aqui por ela ser a menos daninha ao sistema
- produtos como Prodibio (2003/2004), Zeovit (2003), FaunaMarin (2004), UltraMarin (2004), RedSea (2011), Aquaforest (2012/2013), TwoLittleFishies, ATM, para citar poucos.
- Reatores de GFO, reatores de lantânio, reatores de cheato, etc.

Tudo isto, com objetivo simples: reduzir fosfato.
 
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