Coletânea de discussões sobre Jaubert

10 August 2014
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Caxias do Sul - RS
#1
Como parte do nosso mês, homenageando o Dr. Jaubert, listamos tópicos interessantes de outros fóruns em que o seu sistema, ou o uso do plenum, foi discutido.

Se o aquarismo marinho é repleto de temas espinhosos e discutidos com opiniões e argumentos apaixonados, o uso do substrato como filtro é o campeão em páginas de fórum e até, dizem, término de amizades.
O sistema Jaubert, dentro desse assunto, sempre temperou com pimenta as mais brandas discussões.

A lista que apresentamos é interessante não só para pesquisa e estudo, mas também pode ser encarada como um curioso relato histórico sobre o aquarismo marinho na internet.

Aproveitem!



BRASIL REEF

IPAq

REEFCENTRAL

REEFCORNER

Leia, na íntegra, a entrevista com o Dr. Jaubert.

Mais sobre Jaubert? Fique ligado no Julho Jaubert do ReefClub.
 
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#8
Então vai..... :DD:DD:DD:DD
Em meu sistema, eu possuo um aquário de 60 litros interligado onde costumo colocar peixes mais sensíveis antes de introduzir no aquário.
Pensei, depois de ler algumas dessas matérias e o DyMiCo, e, fiquei aqui matutando como poderia aumentar a oferta de plâncton vivo no meu aquário.
Bem, o Walmyr citou que no DyMiCo têm-se a produção aumentada desses seres, e o plenium acaba também favorecendo a formação de animais no substrato, não em si pelo plenium mais pela altura em do substrato e a dissolução do mesmo.
A idéia do plenium como dissolução do substrato para repor CA e RA, sabemos que não é muito viável para sistemas domésticos, pois a sua geração seria ainda muito pequena para suprir as necessidades de um aquário com muitos corais (me corrijam por favor se estiver errado).
Será que haveria alguma forma de juntar as duas idéias e formar um Jaubert "mais" funcional em nossos tanques ou isso é utopia?

Abraços.
 

Jose Mayo

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#9
Então vai..... :DD:DD:DD:DD
Em meu sistema, eu possuo um aquário de 60 litros interligado onde costumo colocar peixes mais sensíveis antes de introduzir no aquário.
Pensei, depois de ler algumas dessas matérias e o DyMiCo, e, fiquei aqui matutando como poderia aumentar a oferta de plâncton vivo no meu aquário.
Bem, o Walmyr citou que no DyMiCo têm-se a produção aumentada desses seres, e o plenium acaba também favorecendo a formação de animais no substrato, não em si pelo plenium mais pela altura em do substrato e a dissolução do mesmo.
A idéia do plenium como dissolução do substrato para repor CA e RA, sabemos que não é muito viável para sistemas domésticos, pois a sua geração seria ainda muito pequena para suprir as necessidades de um aquário com muitos corais (me corrijam por favor se estiver errado).
Será que haveria alguma forma de juntar as duas idéias e formar um Jaubert "mais" funcional em nossos tanques ou isso é utopia?

Abraços.
Não, não é utopia, Cláudio, o DyMiCo não deixa de ser exatamente isso, uma EVOLUÇÃO do Jaubert.

O DyMiCo associa a ecofisiologia de um leito de areia (carbonato-calcárea) profundo a um sistema informatizado de controle de parâmetros (pH e ORP) que, por sua vez, disparam um sistema de reposição de reserva alcalina, cálcio e magnésio, a partir do substrato, por injeção de fontes de carbono e CO2. Isto, e de certo modo, desencadeia e "turbina" a cascata de funções que se esperaria para um sistema Jaubert maduro e suficientemente dimensionado para a biologia a suportar num aquário marinho, mas faz ainda mais ao mudar o "foco" da população a garantir, quando propõe, com esse sistema, a preservação da micro-flora e micro-fauna, representados no plâncton.

Preservado o plâncton, abre-se possibilidade, também, à manutenção de seres de manejo mais difícil, como de modo geral os "filtradores" e cnidários heterotrófos estritos (os que não possuem algas simbiontes), seres que até o momento são de muito pouco sucesso nas tentativas de adaptá-los à vida em aquário.

Abre-se também, com o sistema DyMiCo, e evoluções que vierem a partir disso. a possibilidade de simplificação e extensão das técnicas de criação de seres de mais difícil manejo, especialmente no que diz respeito às especificidades alimentares. Isto, evidentemente, será de extrema importância ecológica, pela possibilidade de expansão das práticas sustentáveis, fornecendo ao hobby uma maior variedade de animais oriundos da piscicultura ornamental e diminuindo a pressão extrativista sobre os ambientes naturais.

Ou seja, se ninguém perder o entusiasmo, estamos diante da possibilidade de inaugurar uma nova era, tanto no aquarismo marinho quanto na piscicultura ornamental, com o desenvolvimento do conhecimento das interações ecofisiológicas desses micro-ecossistemas que criamos e a possibilidade de desenvolver softwares de controle da química ambiental, de modo a promover ambientes estáveis em que se desenvolvam sistemas biológicos cada vez mais equilibrados e adequados aos seres de que gostamos.

Abs
 

Jose Mayo

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#11
Cláudio, o que tem de bom em sistemas informatizados é que facilmente se copiam, e tudo que é facilmente copiado não sustenta o preço muito tempo. Por exemplo: controle online de pH e ORP já é mais antigo e difundido no aquarismo que andar pra frente; qualquer bom "aquacontroler" para aquários marinhos, praticamente já traz essas "sondas" de serie. Uma vez desenvolvido o protocolo... o resto se consegue.

No entanto, para a boa utilização desses sistemas, o entendimento do processo biológico que os fundamenta sempre será essencial.
 
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Walmyr Buzatto

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10 August 2014
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#12
É bom separar bem as coisas: o DyMiCo foca na filtragem biológica e denitrificação no substrato, ao estilo Jaubert, e na reposição de minerais como num reator de cálcio (e que também acontece, em menor escala, no sistema Jaubert). Por outro lado, o DyMiCo, por suas características, permite prescindir do skimmer e de outras filtragens mecânicas, que são os responsáveis pela eliminação do plancton nos sistemas mais tradicionais. Uma coisa, portanto, é a manuteção de parâmetros ideais da água sem a necessidade de skimmers, reatores e filtros mecânicos, e outra é propiciar ambiente adequado para proliferação de plancton. Muitos recursos já estão disponíveis hoje para se preservar o plancton sem necessariamente se usar um DyMiCo, mas ele ajuda bastante neste sentido.
 
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